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A IMPORTÂNCIA DE ENSINAR CONSCIÊNCIA POLÍTICA PARA SEUS FILHOS

Em meio há tanta discussão sobre política e democracia no nosso país, as crianças não ignoram o que está acontecendo. E cá entre nós: essa é uma boa oportunidade para conversar sobre consciência política em casa, não é mesmo? A palavra democracia tem origem grega e quer dizer “força do povo”. Viver em uma democracia significa aceitar o que a maioria escolheu, sendo que a minoria também tem voz e respeito.

Porém, ainda que haja um dia marcado para se comemorar (25 de outubro é dia da democracia), qualquer momento pode ser oportuno para um papo que estimule seus filhos a terem consciência política. Desde que nascem, as crianças já podem se sentir envolvidas em questões políticas, em escolhas e, ao menos, na responsabilidade de pensar no futuro, de maneira coletiva. De preferência, um futuro bom para todos.

Gostou da ideia? Então continue com a leitura! No post de hoje, falaremos sobre a importância de ensinar consciência política para seus filhos!

 Por que ensinar consciência política

Ensinar consciência política deveria ser mais simples e mais precoce. Quanta gente ainda não percebeu que embates e debates fazem parte do processo democrático? Mais ainda: que há regras, que há jogo e que um dos processos é justamente o da linguagem, o do convencimento, o das discussões.

O contraponto da democracia pode ser mostrado e apresentado, mas que fiquem claros seus problemas e suas desvantagens, especialmente para gerações que já nasceram abertas ao compartilhamento e à livre expressão.

 A consciência política no Brasil

Nosso país vem passando por crises políticas e econômicas. E elas não são novidades. Suas nuances atuais ou os casos específicos podem até ser inéditos, mas as crises políticas, os escândalos e o debate público são peças-chave para a conscientização das pessoas — incluindo as crianças e os adolescentes.

Mesmo que sejam pequenas, as crianças assistem à TV, estão na sala na hora do jornal, ouvem as conversas dos adultos, trocam ideias na escola e na vizinhança. Certamente, repetirão comentários aqui e ali. Por que não falar diretamente com elas? Tudo o que acontece ao nosso redor pode ser ensejo para uma boa discussão sobre democracia, política, construção de um cenário e dias melhores para todas as pessoas.

 O desenvolvimento da tolerância

Mais do que nunca, crianças e adultos estão expostos às informações e às possibilidades de comentar, compartilhar e se expor. Poder falar, dar opiniões, se manifestar é uma característica dos regimes democráticos, e é bom que as crianças saibam disso desde bem novas.

Como reivindicar, a respeito de quê, em que condições são todos aspectos que elas podem conhecer e aprender. No entanto, elas também terão contato com a intolerância, as discussões ofensivas, a troca de xingamentos e o autoritarismo.

Ensinar consciência política também é tratar disso: é mostrar os lados de uma discussão, os ângulos de um problema, aceitando que haja pensamentos discordantes e o direito de cada um defender seu ponto de vista.

 A importância da consciência política

A importância de ter consciência política está ligada à formação de pessoas mais atentas aos problemas que atingem a todos nós, além de prepará-las para tomarem posição, sabendo defender seus pontos de vista, sem intolerância e extremismo.

Também é importante que crianças e adolescentes conheçam as regras da democracia e saibam valorizar a liberdade e procurar soluções para as questões que podem perceber.

Cada família pode se empenhar em uma forma de ensinar consciência política à garotada.

Disponível em: http://blog.abaratadizqtem.com.br/a-importancia-de-ensinar-consciencia-politica-para-seus-filhos/

Reflexão

Nos últimos tempos a palavra “política” tem invadido os mais diferentes espaços. É uma palavra que tem diversos significados, que vão tomando forma de acordo com o contexto em que é colocada. Mas podemos entender que a política envolve toda relação na qual temos uma situação pública, coletiva, comunitária.

Portanto, a política está presente em todos os espaços que convivemos, e exercer a política de forma positiva envolve uma série de situações que precisam ser consideradas. Quando estamos convivendo juntos precisamos ter a percepção do outro, do coletivo, da ética, da tolerância, da empatia e poderia enumerar os mais diversos aspectos. É fundamental também compreender que a convivência em grupo exige a presença de normas e regras para que todos possam sentir-se respeitados e atendidos.

Nossas crianças e jovens precisam ser sensibilizados para essa questão, pois o mundo no qual estão inseridos tem exacerbado o aspecto individual e deixado de lado o coletivo. Eu sempre faço esse exercício com eles, de pensarem na própria casa e nas relações que nela acontecem. Mesmo que tenhamos uma família pequena as regras e o respeito mútuo precisam estar presentes a todo o momento, para que todos possam viver em harmonia. Quando isso não acontece alguém deixa de sentir-se bem, deixa de sentir-se parte daquele contexto, seja um adulto ou uma criança.

O Homem é um ser social, precisa ter sua individualidade e privacidade respeitadas, porém não pode deixar de conviver em comunidade.

Por isso, essa reflexão deve ser constante nos dias atuais, momento em que individualismo e coletividade se confundem e que a privacidade vive por um fio.

Constantemente trabalhamos com ações que fazem com que todos se sintam integrantes de uma comunidade na qual a atitude de um pode beneficiar ou prejudicar o outro, dependendo da forma como é encaminhada. Aqui na escola os alunos são responsáveis por deixar a sala em ordem para a próxima turma, usam materiais de forma coletiva, para aprender a zelar pelo que é público e compartilham brinquedos e brincadeiras de forma intencional, pois acreditamos que assim eles poderão exercitar o convívio social de forma positiva.

Além disso, temos a prática de ouvir seus questionamentos e necessidades, mostrando sempre, o que é possível mudar e o que precisa ser mantido, para que todos possam ser atendidos de forma justa.

Não é um processo fácil para aqueles que são fruto de uma geração que aprendeu a obedecer e calar, mas quando nos abrimos para essas questões podemos aprender muito com essa geração que pode exercitar a liberdade e a cidadania de forma mais ativa.

Só não podemos esquecer que, como adultos, somos responsáveis por dar “o norte e o tom”, estabelecer o limite e orientar esses jovens na condução de suas decisões e ações.

Acredito que esse é um dos grandes desafios de nosso tempo.

 

Kátia

 

Sobre o Autor
Katia Zavanella Diretora pedagógica, formada em educação física e pedagogia.