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Como agir quando os filhos começam a recusar alimentos?

“Meu filho não come”

“Meu filho só come bobeiras”

“Meu filho não aceita nenhum alimento novo… é muito seletivo”

Estes relatos são de mães que lidam dia a dia com a recusa alimentar de seus filhos. Estudos estimam que aproximadamente 50% das crianças em idade pré-escolar apresentam dificuldades alimentares em algum momento da vida. Se seu filho faz parte dessa estatística, acompanhe o texto, pois vamos abordar alguns aspectos que podem auxiliar neste momento complicado.

 

Por que isso acontece?

As crianças tem um período de crescimento intenso no primeiro ano de vida e, a partir dos 3 anos, há um período de desaceleração deste processo. Essa reação fisiológica é normal e influencia diretamente no comportamento alimentar das crianças que passam a consumir uma quantidade menor de alimento devido à redução de suas necessidades nutricionais.

É também nesta fase que a criança começa a interagir mais com o ambiente. Neste momento, a alimentação passa a ter importância reduzida em relação às novidades do mundo.

Portanto, é normal que as crianças passem a comer menos e selecionar mais. Entretanto, é necessária atenção, cuidado e certa dose de persistência para que elas não criem hábitos alimentares inadequados.

 

Como agir quando recusam uma refeição ou passam a selecionar alimentos?

É necessário não tornar a refeição um momento penoso. A recusa de um alimento não deve ser encarada como definitiva. Este deve ser oferecido em ocasiões distintas e com diferentes formas de preparo (cozido, cru, com formatos variados), pois podem incentivar a aceitação do alimento.

Respeite os horários das refeições e o tamanho das porções. É comum não darmos um intervalo suficiente para a criança ter fome. Neste momento os pais precisam controlar a ansiedade e além de respeitar os horários, oferecer porções adequadas ao apetite da criança.

Não faça chantagens para incentivar a criança a comer. Essa é uma atitude comum, mas muito arriscada, pois leva a criança a esperar algo em troca sempre que come um alimento diferente e faz com que o cardápio da família se torne cada vez mais restrito em função de suas preferências.

Da mesma forma, não oferecer líquidos (leite ou suco) para substituir uma refeição como almoço ou jantar.

 

Aprenda a conversar com a criança. Incentive a alimentação saudável e variada, mas não obrigue. Desperte o interesse ao apresentar novas formas de preparo ou ao utilizar utensílios adequados à faixa etária, além de estabelecer um ritual de refeição (com todos sentados à mesa, consumindo os mesmos alimentos) e envolver as crianças no processo de preparo dos alimentos.

 

Este processo pode levar algum tempo, porém deve ser incentivado pelos pais, já que é nesta fase em que há a formação do hábito alimentar da criança.

 

Marilia Zagato

Nutricionista