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DIVERSIDADE

Diversidade

Tatiana Belinky

 

 

 

Um é feioso,
Outro é bonito
Um é certinho
Outro esquisito
Um é magrelo
Outro é gordinho
Um é castanho
Outro é ruivinho

Um é tranquilo
Outro é nervoso
Um é birrento
Outro dengoso
Um é ligeiro
Outro é mais lento
Um é branquelo
Outro sardento

Um é preguiçoso

Outro animado
Um é falante
Outro é calado
Um é molenga
Outro forçudo
Um é gaiato
Outro é sisudo
Um é moroso
Outro esperto
Um é fechado
Outro é aberto

Um carrancudo
Outro tristonho
Um divertido
Outro enfadonho
Um é enfezado
Outro é pacato
Um é briguento
Outro é cordato

De pele clara
De pele escura
Um fala branda
O outro dura

Olho redondo
Olho puxado
Nariz pontudo
Ou arrebitado

Cabelo crespo
Cabelo liso
Dente de leite
Dente de siso

Um é menino
Outro é menina
(Pode ser grande
ou pequenina)

Um é bem jovem
Outro, de idade
Nada é defeito
Nem qualidade
Tudo é humano,
Bem diferente
Assim, assado
todos são gente
Cada um na sua
E não faz mal
Di-ver-si-da-de
É que é legal

Vamos, venhamos
Isto é um fato:
Tudo igualzinho
Ai ,como é chato!

 

 

PALAVRA DA COORDENAÇÃO

Esse mês o Colégio Caminhar completa 26 anos. Ao longo desse tempo, aprendemos muitas coisas, crescemos juntos com nossos alunos, seus familiares e com as propostas educativas que nos trazem sempre novas possibilidades de trabalhar. Mas existe uma questão que é muito importante, pertinente e valorosa dentro da nossa escola: o respeito à diversidade. Ao longo desses anos aprendemos a lidar com essa questão de forma acolhedora e séria, principalmente cuidando para que o nosso projeto pedagógico atenda às necessidades de todos. Por isso, gostaria de falar um pouquinho sobre a inclusão e atendimento de portadores de necessidades educacionais especiais.

Primeiramente, é importante diferenciar as duas questões.

Inclusão é um termo que se refere a qualquer situação na qual o individuo deva ser atendido no ambiente escolar, de forma que possa desenvolver todas as suas potencialidades. Para que isso aconteça, necessariamente ele não precisa ter uma síndrome ou uma deficiência. Todos os alunos precisam sentir-se parte do processo, os tímidos, os que têm dificuldades em determinadas disciplinas, os que têm “branco” quando enfrentam uma avaliação e tantas outras situações que todos nós, seres humanos, passamos na escola ou fora dela. Todos os alunos da escola, independente de suas características pessoais, devem ser atendidos em suas necessidades individuais.

O atendimento aos portadores de necessidades educacionais especiais vai além da inclusão, já que envolve, como o próprio nome diz, o atendimento à situações específicas de ajustes pedagógicos, a  fim de que o processo de aprendizagem possa ocorrer de forma eficiente. Neste contexto é preparado um Plano de Aprendizagem Individual, que contempla as adaptações necessárias, sejam de estratégias de trabalho ou de propostas curriculares diferenciadas. Essas propostas visam não somente trabalhar sobre as dificuldades, como também sobre as potencialidades que o aluno apresenta.  Um aspecto muito importante e cuidado por nós, e que mesmo com essas adaptações, os alunos portadores de necessidades educacionais especiais estejam inseridos em todas as atividades pertinentes ao seu grupo, por isso o planejamento dos professores precisa sempre ter o olhar e a intencionalidade para que as atividades promovam essa situação.

Em todos os casos de inclusão na escola é importante também o amparo das equipes multidisciplinares compostas por psiquiatras, neurologistas, psicólogos, TOs, psicopedagogos, fonos e outros profissionais, que com intervenções assertivas, realizadas fora do contexto escolar, contribuem na construção dos planos de aprendizagem e também fortalecem os aspectos cognitivos, sociais e emocionais dos alunos.

Não posso deixar de falar sobre a participação da família em todo esse contexto. A troca e a confiança entre escola e família é um ingrediente fundamental nesse trabalho. A família sempre tem muito a acrescentar, quando traz as situações específicas dos alunos para o conhecimento da equipe pedagógica, o que contribui muito com nosso trabalho. Em contrapartida precisa estar disposta a ouvir e auxiliar a escola nos apontamentos sugeridos, para que a aprendizagem possa avançar de forma positiva.

Qualquer aluno que está na escola precisa sentir-se confiante e acolhido e para isso é necessário um trabalho de parceria entre todos os personagens que se envolvem nesse processo, especialmente quando os alunos estão em situações específicas, que exigem um tratamento diferenciado.

Desde que estou aqui, há quase 25 anos, tenho visto muitas histórias de sucesso. Muitos alunos que em outras escolas são deixados à deriva ou considerados “perdidos” são bem sucedidos hoje, por terem encontrado no Caminhar um ambiente de respeito e confiança. Isso é um motivo de muita satisfação para nós e toda a nossa equipe.

katia@colegiocaminhar.com.br

Sobre o Autor
Katia Zavanella Diretora pedagógica, formada em educação física e pedagogia.