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Ritos de passagem, transição para o ensino fundamental

Transições. Diariamente passamos por vários momentos de transição, desde o momento que acordamos até a hora que voltamos para a cama. O fato de mudarmos de um determinado estado de ação para outro representa uma transição. Naturalmente e automaticamente, nós adultos lidamos com elas conforme nossos próprios mecanismos pessoais: um dia com mais ânimo, outro com menos, um dia com expectativa positiva, outro com mais tensão; depende do que nos aguarda…

Mas e com as crianças, como cuidamos de algumas transições  que são verdadeiros marcos em suas vidas? É sobre uma delas que falaremos: o ingresso no primeiro ano do ensino fundamental.

Com altas expectativas. É assim que elas iniciam no Infantil III. Estar nesse grupo representa um status de crescimento, são as mais velhas da educação infantil e sabem que a ida para o “Colejão”está bem próxima. No segundo semestre retornam das férias muito ansiosas, por isso tratamos logo de divulgar como serão as atividades de integração com os professores  e alunos do primeiro ano.

Roda de história com a Prô Pri, aula de artes com a Prô Carminha, aula de educação tecnológica com o Prô Léo, todas essas atividades são planejadas  para que conheçam os diferentes recursos e espaços que passarão a utilizar no ano seguinte.

É importante pensar em tudo o que está em jogo, desde a relação afetiva que construirão com outros professores até as questões de autonomia que serão ampliadas.

Há um grande entusiasmo em torno dessa preparação: eles do primeiro ano, produzem o convite e vem pessoalmente entregar para o Infantil III, aproveitam a visita para matar a saudade do parque, dar uma olhadinha no berçário, mas quando perguntamos se querem ficar, respondem: não, nós já crescemos… A partir daí, a contagem no calendário ajuda a equilibrar a ansiedade.

Vivenciam cada proposta com alegria, animação e também curiosidade pelas novidades  que  começam a descobrir. Desse modo, quando o ano  inicia, se mostram seguras e a adaptação é surpreendente.

Em todas as etapas da vida escolar, especificamente, entendemos que a criança é um ser em formação, é papel da escola oferecer recursos para que a passagem pelas transições não representem  um enfrentamento da situação, ao contrário ela deve fazer parte do processo, de forma acolhedora, colaborativa e ativa. É assim que estamos cuidando desse momento único dos nossos alunos.

 

Derivan, é pedagoga, coordenadora da educação infantil do Colégio Caminhar e professora da rede estadual de ensino de São Paulo.
Sobre o Autor
Derivan de Souza Bruno é coordenadora pedagógica da educação infantil há mais de 20 anos e se dedica intensamente a realizar o melhor por nossos alunos, sempre embasada nas teorias mais atuais de educação.

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