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Sedentarismo infantil versus Tempo de Tela

Quanto tempo seu filho passa em frente a uma tela (televisão, tablet, computador ou no celular)?

Esse hábito bastante comum entre crianças e adolescente pode parecer inofensivo, mas traz uma série de problemas se analisarmos com mais cuidado. É fato que, com o avanço da tecnologia, é praticamente impossível não dispender certo tempo em frente às telas. Entretanto, essas horas gastas diariamente devem ser controladas para que seja garantido tempo para atividades físicas e de lazer que envolvam movimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tempo recomendado para o tempo de tela não deve exceder 2 horas por dia! Apesar dessa recomendação, o que se observa, inclusive nos estudos científicos, é que este tempo excede muito essas duas horas. Um estudo realizado no Brasil denominado Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), mostrou que 78% dos escolares frequentadores do nono ano do Ensino Fundamental excediam à recomendação da OMS.

Sabe-se que quanto maior o tempo gasto por crianças e adolescentes em atividades como assistir TV, jogar videogame e usar computador e celulares, maior também são os problemas de saúde que começam pelo sedentarismo e passam pelo excesso de peso (devido ao baixo gasto de energia no dia a dia) e podem evoluir para doenças crônicas como hipertensão arterial, colesterol elevado, entre outras.

As atividades diárias que proporcionam movimento como passear com o cachorro, ir a pé a algum ponto e auxiliar em tarefas da casa, podem virar hábitos que ajudam a diminuir o tempo de inatividade física. Incentivar ainda a prática de exercícios físicos é fundamental para, não só diminuir o tempo de inatividade, como também promover um hábito saudável.

Cultivar esses hábitos desde cedo, aumentam muito as chances dessas crianças e adolescentes se tornarem adultos fisicamente ativos e, consequentemente, mais saudáveis! Equilíbrio é a palavra-chave para prevenirmos o sedentarismo!

Nutricionista Marilia Zagato

 

Referências:

Friedrich RR, Polet JP, Schuch I, Wagner MB. Effect of intervention programs in schools to reduce screen time: a meta-analisys. J Pediatr. 2014; 90(3):232-241.

2014-uma-televisao-por-habitante-diz-fgv,182825e. Acesso em 20 de março de 2015.

Rossi CE, Albernaz DO, Vasconcelos FAG, Assis MAA, Pietro PF. Influência da televisão no consumo alimentar e na obesidade em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática. Rev Nutr. 2010; 23(4):607-20.

IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Hábito secundário: tempo assistindo televisão. 2012. 58p.

 

 

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