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Sete de Setembro

O povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la. 

Eduardo Bueno

Essa semana, comemoramos os 195 anos da Independência do Brasil.
Percebo que as pessoas só pensam no feriado e como aproveitá-lo.
Realmente, com tantos dissabores, sujeiras saindo por todos os lados, não temos muito o que comemorar. Então convido a todos a fazermos um breve estudo sobre o passado e o presente. Vamos juntos?

Às vezes, não sabemos por onde começar e sempre temos a impressão que nada muda. Como nos sentimos? Pessoas que não pensam, não refletem, não veem e não agem. Isso mesmo? É assim que a maioria dos brasileiros se sente. Será que somos assim? Lógico que não. Sempre soubemos dos nossos problemas e das nossas dificuldades. Hoje muito mais, pois os meios de comunicação nos fornecem toda informação que precisamos, para nos melhorarmos a respeito do Brasil e sua história. Vamos refletir juntos? Convido vocês a um passeio, sem volta, ao aperfeiçoamento do conhecimento.
“Nos dias de hoje, existem dois grupos de historiadores que contestam o início da Independência. Um deles diz que seu inicio foi em 1808, com a chegada da Família Real Portuguesa. O segundo, que só aconteceu realmente com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, quando termina o Império e a família real foi convidada a sair das terras brasileiras. Epa! E o 7 de setembro de 1822?

Como sou sonhadora, tenho uma terceira versão: acredito que houve um Grito de Independência, com a participação do povo, sem cavalo branco e menos ainda uma espada poderosa, com um D. Pedro que não aceitava ser contrariado, impulsivo e desejava ser rei, para colocar sua autoridade em prática e unir Brasil-Portugal novamente após a morte de D. João VI.
Talvez esse fato tenha feito com que a Elite Agrária tenha continuado a ser beneficiada, mantendo a escravidão (segundo o historiador Eduardo Bueno, a lei para abolição da escravidão rolava no Congresso desde 1850 e só foi aprovada em 13 de maio de 1888), a pobreza e a distribuição de renda desigual. Além disso, nossa dívida externa e dependência da Inglaterra aumentaram quando tivemos que pagar uma quantia de 2 milhões de libras esterlinas para Portugal para nossa Independência ser reconhecida.
Acredito que, o que esteja faltando em todos nós, seja um pouco de civilidade, nacionalismo, “abrasileirar” o Brasil. Todos os dias, nós lutamos para que nossos filhos sejam melhores e cumpram seu papel na sociedade, poderíamos lembrá-los da importância do voto, da importância de amarmos nossos pais, de como a maioria é gente do bem, dentre outros.
Precisamos com urgência estar atualizados do que acontece no nosso país, isso é obrigação. Muitas coisas não conseguimos compreender, aceitar, porém podemos questionar, perguntar e pesquisar.
Em 2018, teremos eleições para o Executivo Federal e Estadual, mais o Congresso Nacional. Vamos agir como brasileiros responsáveis que não se iludem com promessas infundadas e sim como brasileiros conscientes. Vamos nos preocupar com os saem todos os dias de suas casas para trabalhar honestamente, exigir que os eleitos realmente nos representem e nossos anseios sejam respeitados.
Nós, enquanto professores, estamos orientando, mostrando, tirando dúvidas e lutando para formar alunos que se respeitem e respeitem ao próximo.

Não nos esqueçamos das datas cívicas, não porque somos ultrapassados e sim por querer que nossos alunos sejam diferentes e façam a diferença nesse país. Toda semana, todos, digo todos, desde os pequeninos até os maiores cantamos o HINO NACIONAL BRASILEIRO, e também os Hinos comemorativos, como o de Santo André, Independência, Bandeira e Proclamação da República (próximos das datas cívicas). Posso dizer que toda semana nos emocionamos e tentamos passar uma mensagem que o Brasil é bom, o que falta são brasileiros bons que nos representem.
Para terminar, acredito que a justiça seja cega e surda, mas quanto a ser muda, podemos mudar esse aspecto.
Que essa semana seja o início de dias de reflexão.
Não temos uma “varinha mágica” para mudar o Brasil rapidamente, fazendo com que só bons ventos sejam soprados, mas podemos sim questionar, perguntar os motivos e quem sabe percebamos o nosso país maravilhoso, de gente boa e trabalhadora, que precisa ter consciência da sua história para poder refletir.
Professora Maria Cristina Rúpolo

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