As crianças e adolescentes não são apenas o futuro, são o hoje!

Por: Joscelaine Lima

Por que proteger as crianças e adolescentes?

Muitos diriam: “por que eles são o futuro…” e eu em partes concordo, eles estarão aqui no futuro e viverão muitas coisas, porém, antes de ser o futuro, crianças e adolescentes são o Hoje, vivem hoje, sentem hoje, aprendem hoje, experienciam hoje!

O ser humano está em constante evolução e desenvolvimento, não se pode dizer que em determinado momento, em certa idade se está pronto e acabado, pois a vida sempre continua. Alguns permitem-se aprender com as experiências suas e das pessoas à sua volta, indiferente da idade cronológica que vivem, e estes são bem-aventurados, pois desenvolverão sua melhor versão, sendo seres humanos livres e realizados. Outros, ainda que jovens, não admitem mudar formas de ser, podendo frustrar-se muitas vezes e não atingir seu potencial. Contudo, é inegável que a infância e a adolescência são momentos de maiores mudanças desenvolvimentais, especialmente na primeira infância, que vai até os seis anos, momento em que algumas áreas cerebrais estão se formando ainda, demandando um cuidado maior por parte dos pais, educadores e demais pessoas/profissionais envolvidos com a criança.

Em qualquer fase da vida a pessoa pode ser afetada pelo que acontece à sua volta, pode aprender coisas novas, evoluir, assim como pode desenvolver algum trauma por passar por situação difícil e inesperada (perda de um ente querido, violência, acidentes…), todavia, na infância existe uma maior plasticidade cerebral, levando a criança a aprender com maior facilidade, adaptar-se à novas tecnologias e, também, a sofrer mais diante de um episódio triste e dolorido.

A criança e o adolescente são os mais afetados, pois estão em formação e desenvolvimento, bem maior que nós adultos; podem não entender o que está acontecendo, pois sua estrutura mental e emocional ainda não dá conta de algumas questões como os adultos dariam conta. E, além deste sofrimento e desgaste maior no momento em que vivencia a dificuldade, existe também a questão de que isto que lhe aconteceu poderá lhe acompanhar no restante de sua vida, afetando seu futuro, seus relacionamentos, seu trabalho, sua vida sexual, sua capacidade de se tornar mãe ou pai, etc.

Por isto devemos proteger nossas crianças e adolescentes! Por que são pessoas, que possuem sentimentos, emoções, cognição, sonhos! Precisamos ser sábios, educar com amor, afeto, limites e regras, tendo o diálogo como maior possibilidade, proporcionando às nossas crianças e adolescentes um desenvolvimento pleno e saudável, onde possam atingir todas as suas potencialidades e serem pessoas realizadas e felizes!

Não existe uma receita para isto, mas educar com amor é possível, mostrando a eles o quanto são especiais e valorizando o que fazem, estando presente em suas vidas, tendo uma relação de confiança e proximidade. Desta forma, nós adultos podemos levar a criança e o adolescente a perceber que são capazes de superar dificuldades e serem completos, pois são cuidados com afeto e responsabilidade!

Disponível em: https://psicologiaacessivel. net/2018/06/01/por-que- proteger-as-criancas-e- adolescentes/

PALAVRA DA COORDENAÇÃO

Nos últimos anos temos sido bombardeados pelas possibilidades que o mundo digital nos oferece. Na escola observamos que, as preferidas dos alunos, são as redes sociais e os aplicativos como Youtube e Netflix. Ao mesmo tempo que temos algumas facilidades com essas ferramentas, elas também trouxeram um grande desafio aos pais e educadores, pois nem sempre os conteúdos são adequados e os adultos sentem-se perdidos em como usar e orientar os jovens no manuseio positivo dessas ferramentas.

O que temos visto infelizmente é que,  pela falta de diálogo e acompanhamento de adultos, crianças e jovens tem sido expostos a conteúdos inadequados a faixa etária, o que tem causado situações extremamente preocupantes e prematuras. Também são prejudicados pela forma inadequada que os próprios adultos manuseiam essas ferramentas, quando os expõem em grupos, abordando temas que deveriam ser resolvidos de forma mais discreta.

Esse tema está presente de forma constante nas aulas do Colégio Caminhar, através de conversas e discussões nas quais o assunto é abordado com cada turma, considerando a maturidade de cada um. Com as séries finais do Fundamental II esse tema passa a ser explorado de forma mais pontual e assertiva, pois esses são os alunos que mais sofrem as consequências do uso inadequado dos dispositivos móveis.

Compartilho com vocês a reflexão do professor José a partir das discussões que vivencia nas salas de aula e nas produções textuais dos alunos:

“Quando discutimos Competências Gerais, uma das competências a ser trabalhada/desenvolvida é exercitar a curiosidade intelectual, o pensamento científico, a criticidade e a criatividade para que a pessoa/aluno seja capaz de investigar causas, elaborar hipóteses, formular, resolver problemas e inventar soluções: a isso damos o nome de pensamento científico, crítico e criativo. Não é tão fácil quanto parece desenvolver essa ou outras competências em nossos alunos – até por que… Será que temos tais competências desenvolvidas em nós mesmos? Sabemos lidar nossas próprias emoções? Conhecemo-nos tão bem? -, é um trabalho de persistência, longo processo, que não colheremos frutos tão logo, quanto esperamos. Nesse trabalho de estímulo e formação, há a imaturidade de nossos alunos. Com o tempo tenho entendido que “professorar” é semear para que outros, à frente, colham os frutos! Ao ler o texto Inteligência Emocional Digital e, também, assistir às duas temporadas de 13 Reasons Why, fiquei dias pensando sobre o assunto… Como usar, como usufruir de tanto progresso científico, tecnológico, e estar, sempre, atento ao que eu faço e como faço? Quando penso nisso, devo entender que vivemos numa época que as consequências do que fazemos online, pode trazer em curto prazo, positividades ou negatividades: estupro, bullying, assédios moral e sexual, pornografia, principalmente a infantil etc. Temas-tabus que a internet tem trazido com mais frequência do que gostaríamos. O rastro que podemos deixar, por utilizar inconsequentemente a rede, está além do que imaginamos. Não temos dimensão dos estragos causados em nós e fatalmente nos outros. Discutir tais assuntos com nossos adolescentes é mais que urgente e necessário. Não temos discutido com seriedade os danos causados coletivamente. Indivíduos, famílias, escolas, sociedade e suas diversas instituições têm sido destruídas. Muitos convivem com o efeito Frankenstein. Precisamos falar sobre! Não podemos nos calar… No seriado da Netflix, que é uma das mais populares, somos levados a pensar em um efeito dominó: pequenos, aparentemente simples, problemas que não resolvidos ganham proporções imensas. A publicação de posts, selfies, fotos que tiramos de outras pessoas e postamos sem a devida autorização, difamação, generalização, sadismo, leviandade. Claro que no seriado acontecem alguns exageros. Mas entendo que não é tão difícil perder o controle de algumas situações. As pessoas são diferentes: umas introvertidas, outras extrovertidas. Aquelas que não falam facilmente sobre que acontece ou aconteceu? Será que os danos são maiores? De que formam lidam com tais questões? Situações difíceis de serem mensuradas. Traumas que tempo depois serão curados? Ou será que realmente serão superados? Casos extremos como o suicídio, quanto temos levado isso a sério? Suicídio é o fim? Talvez para quem tome essa última e drástica decisão, sim (não?!). Para quem fica? Ou para aqueles que não se matam, mas passam a conviver com as cicatrizes deixadas… “

Considerando que esse texto parte do que nossos alunos vivenciam é urgente ficar atento e abrir espaço para que haja uma intervenção adequada e ética a respeito desse novo mundo que vem se abrindo de forma frenética em nossos lares. Somente com muito amor e cuidado poderemos oferecer a condição necessária para que nossas crianças e jovens possam crescer emocionalmente saudáveis.

Kátia
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